O profissional que guarda, sozinho, o segredo dos clientes
Advogados e contadores acumulam, sem perceber, um passivo silencioso: as senhas e os segredos de dezenas de clientes, guardados em qualquer lugar que estivesse à mão.
Acessos a portais, certificados, logins de sistemas, dados sensíveis de terceiros. Tudo isso passa pela mão do profissional e quase nunca é tratado como o que é: custódia de informação alheia, com responsabilidade jurídica anexada. O risco não some por não ser dimensionado, só fica invisível até o dia em que aparece.
Gerir credencial não é um detalhe de TI. É parte do dever de sigilo. E a maioria das soluções populares resolve o problema errado: sincronizam tudo na nuvem de um terceiro, transferindo para outra empresa exatamente a confiança que o cliente depositou em você.
Quem guarda o segredo dos outros precisa de um cofre que não dependa da boa-fé de mais ninguém.
É outra a lógica de um cofre offline e zero-knowledge: a criptografia acontece no próprio dispositivo, e ninguém além de você, nem o fornecedor da ferramenta, tem como ler o que está dentro. Para o profissional que guarda sozinho o segredo dos clientes, essa é a diferença entre confiar numa promessa e confiar na matemática.
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